Flavio Maluf aborda o uso de drones em lavouras de grande porte em todo o país

Segundo uma prospecção realizada pela Gartner, empresa de consultoria sediada nos Estados Unidos, o faturamento gerado pela venda de drones ultrapassará a cifra anual de U$ 11 bilhões. A informação, conforme reporta Flavio Maluf, diz respeito ao período que se estende até o ano de 2020.

A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) tornou legal o emprego desse tipo de tecnologia desde meados de 2017. Mesmo com a maior parte dos drones utilizada no país para fins militares, é crescente o emprego desses equipamentos no segmento agrícola. Mais de 25% desses veículos são destinados ao uso exclusivo em ações envolvendo o agronegócio, salienta Flavio Maluf.

Os drones, por sua vez, abriram espaço para outro tipo de serviço: o de mapeamento de áreas. Por meio de análises detalhadas, empresas têm empregado tal tecnologia no que se refere a fornecer análises de caráter nutricional dos solos estudados. Tal funcionalidade, conforme informa o empresário, torna-se possível através de alguns sensores contidos nessas aeronaves.

Flavio Maluf, Eucatex CEO, salienta que para o presidente da companhia Hórus, Fabrício Hertz, a utilização de drones também possui outros aspectos benéficos às empresas do agronegócio e seus consumidores. O representante da empresa esclarece que é necessário um nível menor de defensivos agrícolas, o que se traduz em menos custos para as organizações, resultando também em alimentos de melhor qualidade para a clientela.

Hertz enfatiza que as lavouras que operam de modo tradicional, ou seja, sem o emprego de drones, acabam tendo uma carga maior de inseticidas. Onde há a utilização de drones, entretanto, esse tipo de produto é distribuído de modo mais equilibrado, já que é possível saber quais pontos demandam de defensivos agrícolas.

Além da redução de gastos, os drones são adotados no agronegócio para gerar economia de tempo em relação ao monitoramento voltado a outras demandas. Desse modo, Flavio Maluf pontua que o faturamento costuma ser 50% maior do que o verificado anteriormente.

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Sistemas econômicos pré-históricos e pré-letrados

Embora a economia esteja primariamente preocupada com o modus operandi do mecanismo de mercado, uma visão geral dos arranjos coordenativos pré-mercado não é apenas interessante em si mesma, mas lança uma luz útil sobre as propriedades distintivas das sociedades administradas pelo mercado. O mais antigo e de longe o mais historicamente numeroso dos sistemas econômicos tem sido o desociedade primitiva , para a qual a tradição serve como o meio central de outorgar a ordem. Tais formas econômicas de organização social são provavelmente muito mais antigas do que as pessoas de Cro-Magnon , embora algumas dessas formas ainda sejam preservadas por grupos como os esquimós , caçadores de Kalahari e beduínos . Até agora, como é sabido, todos os povos ligados à tradição resolvem seus problemas econômicos hoje, como fizeram há 10.000 anos ou talvez 10.000 séculos atrás – adaptando-se pela migração ou movimento a mudanças na estação ou no clima, sustentando-se pela caça e coleta ou pelo corte. e queimar a agricultura , e distribuir sua produção por referência a reivindicações sociais bem definidas.Elizabeth Marshall Thomas descreve este sistema distributivo em As pessoas inofensivas :

Parece muito desigual quando você observa que os bosquímanos dividem a matança, mas é o sistema deles e, no final, ninguém come mais do que o outro. Naquele dia Ukwane deu a Gai outro pedaço porque Gai era seu parente, Gai deu carne para Dasina porque ela era a mãe de sua esposa… Ninguém, é claro, contestou a grande parte de Gai, porque ele era o caçador… Ninguém duvidou disso. ele compartilharia sua grande quantidade com os outros, e eles não estavam errados, é claro; ele fez.

Além da propriedade compartilhada que talvez seja o atributo mais importante dessas sociedades de caça e coleta, dois outros aspectos merecem atenção. O primeiro diz respeito ao seu nível desubsistência, por muito tempo considerada como de escassez e carência crônicas. De acordo com as descobertas ainda controversas do antropólogoMarshall Sahlins , essa noção de escassez não é verdadeira. Seus estudos de vários povos pré-letrados descobriram que poderiam facilmente aumentar seu provisionamento, se assim o desejassem. A condição geralmente percebida pelos observadores contemporâneos como escassez é sentida pelos povos pré-letrados como saciedade; Sahlins descreve a vida pré-letrada como a primeira “sociedade afluente”.

Brasil figura entre os 10 países que mais perderam milionários em 2017

O Brasil está entre os 10 países que mais teve milionários migrando para outros países em 2017, segundo a New World Wealth, empresa de consultoria de pesquisas de mercado atuante em todo o mundo. É o terceiro ano seguido que o Brasil aparece nesta lista, tendo perdido cerca de 12 mil milionários e bilionários desde 2015.

Esse tipo de migração, envolvendo indivíduos de alto poder aquisitivo, é um dos sinais de que a economia de um país está em crise. E isso de fato é o que ocorre no Brasil, que desde 2015 está com a economia em recessão, afetando também os investimentos dos mais ricos, que buscam uma estabilidade maior em outros países.

No caso brasileiro, outros fatores também impulsionam a emigração de milionários. Um deles é a crise na segurança pública vivida por diversos Estados da Federação, dentre eles São Paulo e Rio de Janeiro, cidade de origem de grande parte dos mais ricos do país. Além disso, problemas de saúde pública como o Zika Vírus, que entrou em surto no país em 2014, também contribuem para esse fluxo migratório.

Com a saída dessas pessoas, se vão também, muitas vezes, os investimentos que estes realizavam na economia nacional. Assim, o Registro de Saída Definitiva do País atingiu números recordes na Receita Federal brasileira desde 2015, quando a crise econômica se intensificou. Mesmo assim, há aqueles que se mudam do Brasil sem comunicar aos órgãos do governo.

Os destinos mais procurados pelos emigrantes ricos brasileiros são Portugal e Estados Unidos. Além da menor barreira linguística nesses países, ambos oferecem incentivos para a imigração de pessoas dispostas a realizar investimentos no país. No caso europeu, é possível obter o visto de permanência ao adquirir um imóvel de no mínimo 500 mil euros, enquanto no país americano é necessário investir a partir de 500 mil dólares em uma empresa que gere emprego para cidadãos dos EUA.

Essas políticas, no entanto, podem ser revistas por esses e outros países que as oferecem. Isso porque há neles setores da sociedade contrários a esses tipos de vistos, ou que acreditam que os investimentos necessários para os obter deveriam ser maiores.

Julho de 2018 encerra com R$ 129,615 bilhões arrecadados pela Receita Federal

Dados divulgados pela Receita Federal no final do mês de agosto, início de setembro de 2018, apontam que no mês de julho deste ano, foram arrecadados R$ 129,615 bilhões. Esse número é o equivalente a 12,83% (não contando com a inflação) maior em comparação com o mesmo período do ano passado. Essa alta é a maior desde 2011, quando foram arrecadados no mesmo mês o valor de R$ 137,375 bilhões.

Já em 2018, de acordo com a Receita Federal, o valor acumulado na arrecadação é de R$ 843,870 bilhões. Essa é uma arrecadação 7,74% maior com base no saldo verificado no primeiro semestre do ano passado. As receitas que são administradas pelo órgão atingiram a casa dos R$ 118,723 bilhões no mês de julho deste ano. Esse valor é o equivalente a uma elevação de 8,38% em comparação com o mesmo período no ano passado. Esse valor ultrapassou a marca registrada em 2013.

Com base nas notícias divulgadas pela Receita Federal, essa elevação na arrecadação está ligada a melhora no retrospecto econômico. A economia do país demonstrou um avanço com base no resultado das empresas, tendo como consequência uma maior arrecadação do IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica – e na CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

A Receita Federal apontou que a arrecadação do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados -, foi de R$ 3,243 bilhões no mês de julho deste ano, o equivalente a 12,38%, número superior ao do ano passado no mesmo período. Neste caso, o desempenho elevado na arrecadação do IPI esta ligado diretamente as receitas não administradas junto ao Fisco, como os royalties do petróleo, que tiveram uma alta de 103,95% esse ano. Essa elevação é o equivalente a um salto de R$ 5,111 bilhões em julho de 2017 para R$ 10,891 bilhões no mês de julho deste ano.

Em relação ao PIS – Programa de Integração Social – e Cofins – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social -, às alíquotas registradas sobre o combustível também tiveram um grande papel na alta da contribuição no acumulado de janeiro a julho deste ano. A arrecadação neste período acumulado foi de R$ 17,848 bilhões, maior que o dobro do valor registrado no ano passado, que foi de R$ 8,426 bilhões.

Indústria siderúrgica espera alta de 18% na receita de exportações para 2018

A indústria siderúrgica brasileira espera fechar 2018 com um aumento de mais de 18% na receita com exportações, de acordo com o Instituto Aço Brasil, representante das companhias do ramo. A boa notícia, em termos de economia, foi motivada principalmente pelo aumento do preço do aço e pelas disputas econômicas no cenário internacional. No entanto, a expectativa sobre o volume das vendas para este ano é mais pessimista, com a previsão de uma queda significativa de 0,06%.

Depois das medidas impostas pela maior economia mundial, os Estados Unidos, e com a tendência de alguns países ao protecionismo ao aço, o setor siderúrgico nacional baixou suas expectativas, mantendo-se atualmente mais cauteloso. A previsão anterior da associação, anunciada no mês de abril (após as primeiras medidas impostas pelos americanos), esperava uma elevação no volume de vendas de exportação de 10% para este ano. Em termos de receita, a expectativa dos analistas do setor era de um crescimento significativo de 27,7%.

Junto com Argentina e Coréia do Sul, o Brasil foi um dos poucos países que se salvou dos encargos sobre o produto (com tarifas de 25%), conseguindo se enquadrar no regime de cotas. Por isso, a previsão atual é de um índice de vendas estável dos semi acabados, de acordo com as médias verificadas nos períodos de 2015 e 2017. Em relação aos demais produtos, a tendência, segundo os especialistas, é de uma baixa significativa de 30% nas vendas.

Mesmo com as condições mais rígidas de negociação, a indústria siderúrgica brasileira mostrou, no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 10% no volume de vendas aos Estados Unidos. Já o índice da receita das exportações, no mesmo período do levantamento, foi de 32,5%.

Vale lembrar, porém, que o país está submetido às cotas, fato que pode limitar o resultado anual da indústria. Em relação aos produtos semi acabados, o registro apontou uma redução de 7,7% nas vendas aos Estados Unidos, comparado ao desempenho de 2017. Tal fato, para os especialistas, é preocupante: o produto representa cerca de 80% das vendas totais do setor.

Empresário de semijoias fatura mais de R$ 12 milhões

A partir do exemplo do irmão, o empresário Marcos Pertile viu que poderia obter uma oportunidade de ascender financeiramente. Em seu início no mercado de trabalho, ele trabalhava para uma empresa na área de mecânica, pois havia feito um curso durante a adolescência.

Após 27 anos depois que iniciou a fabricar semijoias por conta própria, o empresário obteve sucesso com uma sociedade com o Mapa da Mina, o faturamento total foi de R$ 12 milhões em 2016.

Depois de perceber que o irmão obteve sucesso depois de trabalhar por conta própria, surgiu a ideia de iniciar uma atividade empreendedoraPertile foi ensinado pelo seu irmão a produzir as semijoias e a partir de então passou a usar o espaço da empresa para produzir suas joias depois do expediente. O horário em que produzia as peças era durante a noite, quando terminava o seu trabalho durante o dia.

Quando Pertile se habituou com o novo trabalho decidiu pedir demissão de seu antigo emprego e investir no ramo de semijoias. O primeiro lugar que trabalhou com o novo negócio foi em um local improvisado na garagem da casa dos pais. Toda a produção era feita por conta própria, desde a parte de soldagem até a montagem das peças.

A venda das peças que produzia não era feita para o consumidor final e sim para empresas que banhavam os seus produtos em ouro. Aos poucos as oportunidades de negócios foram aparecendo o que aumentou as chances de sucesso dessa atividade. A parte do banho de ouro passou a ser realizada pela empresa de Pertile, depois a fundição também passou a fazer parte das tarefas e assim distribuiu no mercado peças mais sofisticadas.

Foi no ano de 2013 que o negócio deu um grande salto quando o fundador da empresa Mapa da Mina, Jamil Machado, o convidou para ser seu sócio no ramo de varejo. O objetivo era conseguir mais produção para as peças que comercializava através da empresa de Pertile.

O sucesso então foi imediato. A partir de então a empresa passou a distribuir muitas de suas peças, pois recebia uma demanda maior. Então foi aí que a empresa expandiu o seu negócio para a área de franquias.

 

Anac divulga quais as empresas aéreas com mais reclamações

Segundo uma pesquisa divulgada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as companhias aéreas do Brasil que mais receberam reclamações em 2017 foram a Latam e a Azul.

Segundo divulgou a Anac, as duas empresas empataram em primeiro lugar com maiores números de reclamações, porque o levantamento registra o número queixas a cada 100 mil clientes que viajaram pela companhia. A Latam recebeu 5.479 reclamações e transportou 30,5 milhões de passageiros, durante todo o ano passado. A Azul recebeu 3.478 reclamações e transportou 19,6 milhões em 2017.

A terceira empresa com o maior número de queixas foi a Avianca, com 1.179 reclamações. A Gol ficou com a quarta posição, com 2.178 queixas. Apesar da Avianca ter menos reclamações que a Gol, o seu índice foi de 12 queixas para cada 100 mil passageiros e o da Gol, foi de 7 queixas para a mesma quantidade de clientes transportados. Em 2017, a empresa Avianca levou cerca de 9,8 milhões de passageiros e a Gol, cerca de 29,2 milhões.

A Latam declarou em nota, que procura sempre prestar o melhor atendimento aos seus passageiros, atendendo todas as determinações da atual legislação.

A empresa aérea Azul divulgou que procura atender os seus clientes da melhor forma, apresentando serviços com qualidade, prontidão, competência e especialmente com segurança. A empresa ainda afirma que trabalha para aprimorar ainda mais os seus serviços, produtos e a experiência dos seus passageiros.

A Avianca também informou que procura trabalhar para melhorar cada vez mais os serviços prestados aos seus clientes, e que isso se refletiu na pesquisa da Anac sobre os índices de satisfação dos clientes, onde a Avianca conseguiu as melhores pontuações.

A empresa aérea Gol declarou que busca sempre o melhor serviço operacional para os seus passageiros, trabalhando sempre para melhorar o seu serviço em solo e em voos, além de todos os funcionários que trabalham no relacionamento com os clientes da empresa, para tornar cada vez melhor a experiência do seu passageiro.

Segundo a Anac, essa pesquisa sobre os clientes das empresas aéreas foi realizada pela primeira vez, sendo baseada nas reclamações feitas pelo portal. Mas de acordo com a agência, esses dados vão passar a ser divulgados a cada trimestre.

Micro e pequenos empresários acreditam na econômia do país em 2018

Existem grandes expectativas para 2018, que irá ser mais um ano de Copa do Mundo, eleição presidencial aqui no Brasil e de uma forte retomada da economia do país. Diante do otimismo que segue desde o segundo semestre de 2017, os micro e pequenos empresários que foram entrevistados pela Sondagem Conjuntural do Sebrae, apontam para uma grande melhora no quadro de negócios em 2018. Os empresários que acreditam e apostam na melhora da economia neste ano representam 43% dos entrevistados, sendo esta melhora ao decorrer dos próximos 12 meses.

De acordo com a sondagem praticada pelo Sebrae, esse é o melhor retrospecto diante do otimismos destes empreendedores já alcançada pela pesquisa de opinião. No mês de junho do ano passado, foram 31% dos entrevistados que acreditavam em uma recuperação econômica a médio e longo prazo, aumentando para 35,7% na abordagem realizada pela sondagem no mês de setembro do ano passado.

“Estamos prestes a aprovar reformas importantes, como a da Previdência. Também acabamos de conseguir no Congresso a vitória na aprovação do Refis na Câmara, que vai dar fôlego para os empresários com dívidas tributárias. São notícias que acalmam o mercado e injetam ânimo nos empreendedores de micro e pequeno portes, os verdadeiros heróis da economia nacional”, aponta Guilherme Afif Domingos, atual presidente do Sebrae.

A sondagem também serviu para apontar a expectativa de crescimento relativa ao potencial de faturamento dos entrevistados prevista para 2018. No mês de junho do ano passado, a porcentagem dos entrevistados que acreditavam em uma melhora no faturamento de suas empresas era de 33,5%, e buscou 39,3% no mês de setembro do ano passado. Já no mês de dezembro do ano passado, essa perspectiva atingiu a casa dos 45% de acordo com a sondagem.

Empresários que se concentram na região Norte e Sul do país são os que mais acreditam em uma recuperação econômica. Esses empresários representam 51% e 49% no otimismo em cada região, respectivamente. Os empresários mais pessimistas estão concentrados na região Nordeste, alcançando a casa dos 23% da expectativa de piora da economia a médio e longo prazo, de acordo a sondagem realizada pelo Sebrae

Informalidade no mercado de trabalho ainda demonstra força no início de 2018

Seguindo lado a lado com o comércio sazonal, a informalidade no mercado de trabalho segue em ritmo de crescimento observado nos últimos meses, e reflete para a redução do desemprego formal ao longo desses meses. No mês de novembro de 2017, houve uma redução na taxa de 12,6% para 12% em comparação com o mês de agosto do ano passado. De acordo com a PNAD Contínua – Pesquisa Nacional de Domicílios Contínua Mensal – realizada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a indicação levantada pela pesquisa no mês de novembro do ano passado foi 11,9% maior em comparação com 2016.

O percentual de trabalhadores que tiveram registro em carteira em setembro de 2017 foi de 2,5%, uma redução de 857 mil registros em comparação com o mesmo período em 2016. Porém, os trabalhadores do setor privado que atuam sem registro em carteira tiveram uma alta de 6,9% na mesma comparação. O número de trabalhadores que agregaram ao setor privado sem registro em carteira, atingiu a casa dos 718 mil trabalhadores em 2017.

O número de trabalhadores que trabalhavam por conta própria cresceu 5% no ano passado, sendo os trabalhadores domésticos detentores de uma alta de 4,1%. Esse crescimento nas duas categorias é expressivo na comparação com 2016. Essa alta representa uma variação percentual positiva de 0,1 ponto (p.p) em relação ao desemprego no ano passado, sendo que somente foi identificado uma queda no ritmo de desemprego. A redução no ritmo de desemprego já aponta para uma evolução do quadro trimestral comparado com o mês de novembro de 2016 e 2015, quando houve uma variação entre os resultados de 2,9 p.p.

“A desocupação foi maior em 2017 na comparação com 2016, mas esse crescimento desacelerou visivelmente na comparação anual. Não estamos com um número menor de desocupados, mas ele desacelerou. O nível de ocupação cresceu porque o número de pessoas ocupadas subiu mais do que a população em idade para trabalhar. Mas esse número tem que ser visto com cautela, pois, ao mesmo tempo em que o crescimento da taxa de desocupação desacelerou, a qualidade das ocupações caiu. O mercado de trabalho está cada vez mais voltado para a informalidade”, explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

 

Apesar de somente 4% das viagens dos brasileiros serem internacionais, esse setor apresentou crescimento em 2017

Esse ano foi marcado pela melhora da economia nacional e consequentemente, o setor turístico brasileiro também colheu frutos com essa situação. Depois de apresentar uma redução de cerca de 9% nos anos de 2015 e 2016, o ano 2017 deve apresentar um crescimento de 2% na quantidade de viagens ao exterior, em relação ao ano de 2016.

De acordo com dados levantados pela Euromonitor, uma consultoria britânica especializada em estudos sobre o setor de serviços e bens em mais de cem nações, as viagens devem chegar a 9,2 milhões em 2017, com previsão de aumentar 3% todo ano, nos próximos cinco anos.

Segundo Marília Borges, pesquisadora no blog da consultoria, a desvalorização do real causou impactos nas viagens para os Estados Unidos e para a Europa. Com isso os brasileiros não desistiram de viajar para o exterior, mas preferiram destinos localizados na América Latina como Buenos Aires e Cartagena, que foram as principais cidades visitadas pelos brasileiros.

Mesmo com essa melhora da nossa economia e consequentemente o aumento no número de viagens, a maioria dos destinos das viagens dos brasileiros ainda são feitas dentro do nosso território, cerca de 96% do total que deve chegar a 223,2 milhões de viagens em 2017.

Os habitantes de alguns países vizinhos viajam bem mais para o exterior do que os brasileiros, já que as taxas de viagens internacionais no Chile chegam a 14% do total, e na Argentina chegam a 30% do total.

A pesquisadora acredita que um dos fatores que propiciam as viagens domésticas no Brasil, seja a quantidade de feriados existentes no país, facilitando os destinos mais próximos como  parques nacionais  e praias.

Os dados da pesquisa mostraram que o número de turistas aos parques nacionais apresenta um aumento significativo este ano, depois de apresentar uma redução em 2016. O aumento deve chegar a 11,5% em 2017, totalizando cerca de 7,8 milhões de visitantes.

Segundo um estudo divulgado pelo Ministério do Turismo, as cidades brasileiras que receberão mais turistas durante o verão serão São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, nessa sequência. Essas cidades juntas irão concentrar cerca de 10% do total de todas as viagens que serão realizadas no país.