Micro e pequenos empresários acreditam na econômia do país em 2018

Existem grandes expectativas para 2018, que irá ser mais um ano de Copa do Mundo, eleição presidencial aqui no Brasil e de uma forte retomada da economia do país. Diante do otimismo que segue desde o segundo semestre de 2017, os micro e pequenos empresários que foram entrevistados pela Sondagem Conjuntural do Sebrae, apontam para uma grande melhora no quadro de negócios em 2018. Os empresários que acreditam e apostam na melhora da economia neste ano representam 43% dos entrevistados, sendo esta melhora ao decorrer dos próximos 12 meses.

De acordo com a sondagem praticada pelo Sebrae, esse é o melhor retrospecto diante do otimismos destes empreendedores já alcançada pela pesquisa de opinião. No mês de junho do ano passado, foram 31% dos entrevistados que acreditavam em uma recuperação econômica a médio e longo prazo, aumentando para 35,7% na abordagem realizada pela sondagem no mês de setembro do ano passado.

“Estamos prestes a aprovar reformas importantes, como a da Previdência. Também acabamos de conseguir no Congresso a vitória na aprovação do Refis na Câmara, que vai dar fôlego para os empresários com dívidas tributárias. São notícias que acalmam o mercado e injetam ânimo nos empreendedores de micro e pequeno portes, os verdadeiros heróis da economia nacional”, aponta Guilherme Afif Domingos, atual presidente do Sebrae.

A sondagem também serviu para apontar a expectativa de crescimento relativa ao potencial de faturamento dos entrevistados prevista para 2018. No mês de junho do ano passado, a porcentagem dos entrevistados que acreditavam em uma melhora no faturamento de suas empresas era de 33,5%, e buscou 39,3% no mês de setembro do ano passado. Já no mês de dezembro do ano passado, essa perspectiva atingiu a casa dos 45% de acordo com a sondagem.

Empresários que se concentram na região Norte e Sul do país são os que mais acreditam em uma recuperação econômica. Esses empresários representam 51% e 49% no otimismo em cada região, respectivamente. Os empresários mais pessimistas estão concentrados na região Nordeste, alcançando a casa dos 23% da expectativa de piora da economia a médio e longo prazo, de acordo a sondagem realizada pelo Sebrae

Informalidade no mercado de trabalho ainda demonstra força no início de 2018

Seguindo lado a lado com o comércio sazonal, a informalidade no mercado de trabalho segue em ritmo de crescimento observado nos últimos meses, e reflete para a redução do desemprego formal ao longo desses meses. No mês de novembro de 2017, houve uma redução na taxa de 12,6% para 12% em comparação com o mês de agosto do ano passado. De acordo com a PNAD Contínua – Pesquisa Nacional de Domicílios Contínua Mensal – realizada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a indicação levantada pela pesquisa no mês de novembro do ano passado foi 11,9% maior em comparação com 2016.

O percentual de trabalhadores que tiveram registro em carteira em setembro de 2017 foi de 2,5%, uma redução de 857 mil registros em comparação com o mesmo período em 2016. Porém, os trabalhadores do setor privado que atuam sem registro em carteira tiveram uma alta de 6,9% na mesma comparação. O número de trabalhadores que agregaram ao setor privado sem registro em carteira, atingiu a casa dos 718 mil trabalhadores em 2017.

O número de trabalhadores que trabalhavam por conta própria cresceu 5% no ano passado, sendo os trabalhadores domésticos detentores de uma alta de 4,1%. Esse crescimento nas duas categorias é expressivo na comparação com 2016. Essa alta representa uma variação percentual positiva de 0,1 ponto (p.p) em relação ao desemprego no ano passado, sendo que somente foi identificado uma queda no ritmo de desemprego. A redução no ritmo de desemprego já aponta para uma evolução do quadro trimestral comparado com o mês de novembro de 2016 e 2015, quando houve uma variação entre os resultados de 2,9 p.p.

“A desocupação foi maior em 2017 na comparação com 2016, mas esse crescimento desacelerou visivelmente na comparação anual. Não estamos com um número menor de desocupados, mas ele desacelerou. O nível de ocupação cresceu porque o número de pessoas ocupadas subiu mais do que a população em idade para trabalhar. Mas esse número tem que ser visto com cautela, pois, ao mesmo tempo em que o crescimento da taxa de desocupação desacelerou, a qualidade das ocupações caiu. O mercado de trabalho está cada vez mais voltado para a informalidade”, explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

 

Apesar de somente 4% das viagens dos brasileiros serem internacionais, esse setor apresentou crescimento em 2017

Esse ano foi marcado pela melhora da economia nacional e consequentemente, o setor turístico brasileiro também colheu frutos com essa situação. Depois de apresentar uma redução de cerca de 9% nos anos de 2015 e 2016, o ano 2017 deve apresentar um crescimento de 2% na quantidade de viagens ao exterior, em relação ao ano de 2016.

De acordo com dados levantados pela Euromonitor, uma consultoria britânica especializada em estudos sobre o setor de serviços e bens em mais de cem nações, as viagens devem chegar a 9,2 milhões em 2017, com previsão de aumentar 3% todo ano, nos próximos cinco anos.

Segundo Marília Borges, pesquisadora no blog da consultoria, a desvalorização do real causou impactos nas viagens para os Estados Unidos e para a Europa. Com isso os brasileiros não desistiram de viajar para o exterior, mas preferiram destinos localizados na América Latina como Buenos Aires e Cartagena, que foram as principais cidades visitadas pelos brasileiros.

Mesmo com essa melhora da nossa economia e consequentemente o aumento no número de viagens, a maioria dos destinos das viagens dos brasileiros ainda são feitas dentro do nosso território, cerca de 96% do total que deve chegar a 223,2 milhões de viagens em 2017.

Os habitantes de alguns países vizinhos viajam bem mais para o exterior do que os brasileiros, já que as taxas de viagens internacionais no Chile chegam a 14% do total, e na Argentina chegam a 30% do total.

A pesquisadora acredita que um dos fatores que propiciam as viagens domésticas no Brasil, seja a quantidade de feriados existentes no país, facilitando os destinos mais próximos como  parques nacionais  e praias.

Os dados da pesquisa mostraram que o número de turistas aos parques nacionais apresenta um aumento significativo este ano, depois de apresentar uma redução em 2016. O aumento deve chegar a 11,5% em 2017, totalizando cerca de 7,8 milhões de visitantes.

Segundo um estudo divulgado pelo Ministério do Turismo, as cidades brasileiras que receberão mais turistas durante o verão serão São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, nessa sequência. Essas cidades juntas irão concentrar cerca de 10% do total de todas as viagens que serão realizadas no país.

 

Preço dos alimentos teve um grande papel na queda da inflação em 2017

O atual comportamento registrado nos preços dos alimentos no Brasil foram os responsáveis pelo impacto gerado na baixa da inflação em 2017. A estimativa era de que a inflação encerraria 2017 em 2,88%, de acordo como o Relatório Focus. Já o IPCAÍndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – do mês de novembro de 2017, fechou em 0,28%. Em relação ao acumulado de 2017, o índice encontra-se em 2,5%, sendo um dos menores resultados desde 1998 já registrado em um mês de novembro. Os responsáveis pela queda nos preços foram os grupos A e B – Alimentos e Bebidas, com (-0,38%) e os Artigos de residência, com (-0,45%).

Novembro foi o sétimo mês de quedas consecutivas no preço dos alimentos do grupo A&B, que representa um peso maior no IPCA (aproximadamente 25%). No acumulado dos últimos 12 meses, a variação totalizada para este grupo é de (-2,32%), e de janeiro até novembro de 2017, a acumulado está em (-2,40%), a menor taxa desde 1994, quando o Plano Real passou a ser vigorado no Brasil.

Os preços praticados no item “alimentação no domicílio”, que está relacionado diretamente com os alimentos consumidos nas residências e que tem um peso de 16% no índice, tiveram um recuo de 0,72% em novembro de 2017. O excelente resultado da produção agrícola no país, que contribuiu para que houvesse redução do preço dos alimentos no país, foi lembrada com muito bom humor por Blairo Maggi, atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Palácio do Planalto no início do mês de dezembro de 2017.

Isso acontecerá quando a inflação do mês de dezembro de 2017 fechar abaixo de 0,48%, com isso, o ano encerrará com um índice inferior ao piso de 3% estimado pelo BC – Banco Central.

O excelente retrospecto agropecuário em relação ao PIB, também surtiu impacto direto na retomada do crescimento econômico do país. Embora isso seja pequeno (em média 5%) perante todo o PIB brasileiro, a agropecuária tem como característica um grande nível de encadeamento com vários outros setores produtivos, puxando a economia para o sentido do crescimento.

 

Novo reajuste no preço dos combustíveis é divulgado pela Petrobras

De acordo com a Petrobras, foi realizado um reajuste de 1,4% no valor da gasolina destinada às refinarias do país divulgado no dia 21 de dezembro de 2017. Essa decisão foi tomada logo após a empresa estatal determinar que houve uma redução de 2,2% no valor que incide sobre os combustíveis no dia 20 de dezembro deste ano. A Petrobras também anunciou um reajuste de 0,7% no valor que incide sobre o diesel, que tinha sido atualizado em 1,4% no dia 20 de dezembro. No dia 19 de dezembro, a empresa tinha feito alterações de 0,4% e 0,7% no preço da gasolina e do diesel, respectivamente.

Esse anuncio feito pele empresa estatal sobre o último reajuste no preço da gasolina, rompendo a última grande alta anunciada no dia 14 de dezembro deste ano. Segundo informações da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o valor que incide sobre o preço repassado para o consumidor final atinge a casa dos R$ 5,20 por litro em alguns postos de combustível do país, tendo como o preço médio do diesel R$ 4,47 por litro dependendo do posto de combustível.

A média de valores que incide sobre o repasse feito às distribuidoras em todo o país é de R$ 3,625 para o litro da gasolina, e de R$ 2,95 para o litro de diesel. Os constantes ajustes que vem sendo praticado no preço da gasolina e no preço de outros combustíveis, como o gás natural e o diesel voltados para as distribuidoras, são definidos através de uma nova política de reajuste de preços determinados pela Petrobras. A empresa estatal diz que irá praticar novos preços que estejam de acordo com o atual mercado internacional. Essa atualização junto ao mercado internacional acontece diariamente.

Em paralelo a isso, a Petrobras tem como objetivo evitar que aconteça uma queda na participação do mercado interno. Em um comunicado oficial realizado no site da empresa, foi informado que a política de preços “tem como base o preço de paridade de importação, que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos nossos principais concorrentes para o mercado”.

Também de acordo com as explicações dadas pela empresa estatal, essas mudanças irão contribuir para uma melhor aderência nos valores que incidem sobre o mercado doméstico e sobre o mercado internacional em curto período de tempo. Isso irá estimular uma competição mais rápida e ágil, sendo possível reconquistar por parte da empresa estatal o mercado de derivados importados, mercado que a empresa estava perdendo nos últimos anos.

 

Banco Mundial define pobreza no Brasil para quem ganha R$ 387 por mês

 

Em todo o Brasil, 25,4% dos cidadãos que viviam relacionados com a probreza no ano de 2016, segundo um critério utilizado pelo Banco Mundial que leva em consideração um cidadão pobre que ganha um valor líquido menor que US$ 5,5 diariamente em países que estão se desenvolvendo. O equivalente deste valor é de uma renda mensal de R$ 387, considerando a cotação do momento e a paridade do poder deste valor na hora de realizar uma compra.

Esta situação se torna mais grave quando é relacionada com os 7,4 milhões de moradores em residências que vivem mulheres negras ou pardas que não são casadas e com filhos na faixa etária de 14 anos. Dentre este percentual, 64% se encontravam abaixo desta faixa de valores per capita na constituição da renda. Essas informações foram reveladas pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – na SIS-2017 – Síntes de Indicadores Sociais, que faz uma menção direta aos resultados realizados pela PNADC – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua.

Além do sistema utilizado e definido pelo Banco Mundial nesta avaliação de pobreza, este estudo foi criterioso para se posicionar e mensurar outras formas de pobreza existente, levando em conta que o Brasil não tem um sistema próprio de definição específica das relações de pobreza. Segundo Leonardo Athias, pesquisador do IBGE, existe uma série de fatos que promovem a criação de várias linhas de pobreza no Brasil, sendo monitorados de acordo com políticas públicas de implementação, sem padronização destas medidas.

“Não existe uma medida oficial no país. O que há são critérios adotados para objetivos diferentes, como programas de transferência de renda. O Brasil Sem Miséria, por exemplo, adota a linha de até R$ 85 mensais per capita (pobreza extrema) e R$ 170 mensais per capita (pobreza)”, diz o pesquisador.

Leonardo aponta para a grande importância de adotarmos temáticas relativas à pobreza em um patamar muito mais amplo do que os adotados atualmente pelos organismos competentes no país.

“O crescimento econômico pode trazer mais renda para as famílias, porém ele pode não ser acompanhado de acesso a direitos. O Centro-Oeste é um exemplo de região onde esse fenômeno ocorre, uma vez que o impulso econômico do agronegócio nem sempre é acompanhado de uma boa infraestrutura de serviços públicos”, explicou o pesquisador.