Serviço de saneamento básico pode ser beneficiado por concessões

Diminuição do desperdício, melhoria na administração, estrutura e recursos com a parceria do governo e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). É o que o especialista em projetos de infraestrutura Felipe Montoro Jens avalia como pontos importantes a serem considerados, conforme recente entrevista dada pelo presidente do Trata Brasil (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público que desde 2007 desenvolve pesquisas e projetos de saneamento básico), Edison Carlos.

Segundo Edison, se os órgãos do governo firmassem parceria com a iniciativa privada, poderiam otimizar e melhorar a prestação deste serviço, sem que isso significasse necessariamente a exclusão do órgão público. Com a experiência da parte do governo e o impulso da área privada, poderia-se trabalhar de forma suplementar, a fim de garantir uma prestação de serviços com mais qualidade e efetividade, ressalta Felipe Montoro Jens.

O desperdício hídrico é o principal ralo financeiro das estatais, analisa Felipe Montoro Jens. Com a elaboração de um plano personalizado para cada localidade, a possibilidade de moldar o projeto com base em estudos e levantamentos feitos para cada área impactaria de forma real na redução do prejuízo e perca de água antes de chegar à torneira do consumidor.

Felipe Montoro Jens ressalta que os recursos financeiros oriundos da iniciativa privada seria um excelente estímulo para investir em tecnologia avançada para gestão de recursos hídricos, melhorando a situação tanto na utilização dos recursos quanto na situação financeira das instituições públicas. Metas claras e fiscalização pública dos serviços prestados poderiam dar maior segurança na composição do contrato, sendo essencial a revisão de incumbências para que seja constatado o cumprimento do proposto.

Citando-se índices que trazem à tona o grau satisfatório da população com relação à performance de empresas públicas e privadas, observa-se semelhança entre os resultados. Edison acredita que a eficiência de uma organização não é medida pela natureza administrativa, mas sim pelo nivelamento entre operação e necessidade da localidade a ser atendida, tendo avaliação do custo inegável importância, pondera Felipe Montoro Jens.