Um alento para quem tem Parkinson

Muitos cientistas já alertam que a prática de exercícios físicos amenizam os males motores causados pela mal de Parkinson, males como a instabilidade na postura, tremores e distúrbios na caminhada.

O Parkinson é uma doença progressiva e lenta que afeta o equilíbrio, os movimentos e o controle muscular, mas 57% dos pacientes sofrem com deficit cognitivo que geram impactos significativos na qualidade de vida.

Muitos pacientes que sobrevivem ao tratamento da doença por mais de dez anos, chegam, a desenvolver demência, causada por alteração na ação de neurotransmissores.

Mas, de acordo com pesquisadores do Instituto de Movimento e Neurociências da Universidade Alemã do Esporte, atividades físicas impactam positivamente sobre a degeneração cognitiva e impactam positivamente nos aspectos não motores em pacientes que sofrem da doença.

Foram analisadas onze pesquisas recentes que somam dados de mais de quatrocentos pacientes com Parkinson, em diferentes graus da doença. Pesquisas que relacionam diretamente exercícios aeróbicos, de resistência e de coordenação aos danos causados pela doença.

As notícias não poderiam ser melhores para os pacientes, pois em quatro estudos, os efeitos da doença causados na função cognitiva global e memória, não foram prejudicados pelos execícios, ou seja, não houve impacto negativo.

Houve ainda uma diminuição na gravidade da doença causada pela prática das atividades físicas. Logo os pesquisadores concluíram que: a melhoria das funções cognitivas ocorreram devido à prática dos três tipos de exercícios físicos.

Portanto, ainda não se sabe ao certo qual tipo de execício é o mais eficaz, já que os efeitos parecem ser distintos, enquanto exercícios aeróbicos tendem a uma determinada melhoria na memória, pedalar na ergométrica e anadar na esteira, parecem que não.

Os pesquisadores dizem que tais resultados podem inspirar novas práticas clínicas, não apenas para tratamento de sintomas motores, como vem sendo feito ultimamente. São opções de tratamento que profissionais podem recomendar para a melhoria da qualidade de vida de seus pacientes.

Novas pesquisas devem ser feitas e com um maior número de pacientes.

Esse estudo vem em boa hora, pois outros estudos recentes alertam para o risco de uma pandemia da doença por volta do ano de 2040, no ano de 2015 já eram seis milhões de doentes pelo mundo.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *